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“... e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem”, Mateus 24.39
A tragédia com mais de mil mortos nas serras do Rio de Janeiro pode levar muitos a se voltar para Deus. Mas a grande maioria se afogará no próximo Carnaval, indiferente ao amor divino. Como nos tempos bíblicos, as catástrofes ou ataques inimigos levavam o povo a deixar a idolatria e buscar socorro nos pés de Jeová. Passado o perigo, a vida de desobediência persistia. Nesse jogo perigoso, milhares pagaram com a própria vida, a exemplo dos incrédulos durante a conquista da terra prometida. Por não confiar em Deus, todos foram obrigados a dar meia-volta até que todos os que duvidaram do poder de Deus morressem no deserto.
A tragédia de 11 de setembro levou muitos americanos a se voltarem para Deus. Correram às lojas de Bíblias, CDs, DVDs, livros evangélicos. Passado o medo, voltaram à rotina inútil. O mesmo se deu durante a recente crise econômica. Assustados com o desmoronamento do seu deus Dinheiro, muitos buscaram a Deus. Pastores de igrejas no entorno dos grandes centros econômicos notaram a presença de executivos e operadores da bolsa de valores em meio à platéia. Passada a tempestade, todos seguiram suas vidas inúteis.
Hoje vivemos o tempo da Graça, que simboliza um presente dado a quem não merece. O amor paciente de Deus predomina. Mas a maioria despreza a Vontade divina em suas vidas passageiras. Corre atrás de satisfação nas drogas, fama, prostituição, corrupção generalizada. Permanecem vazios. Nada os satisfaz, ainda que cheguem ao topo da carreira. Usam e abusam da bondade e misericórdia do Senhor. “Deus é amor”, dizem, “e não vai mandar ninguém ao inferno”. “Deus é Pai de todos”, alegam. Será?
Sodoma e Gomorra foram destruídas por sua imoralidade. Estudiosos do assunto falam de vantagens legais aos adeptos do homossexualismo, identificados na linguagem daqueles tempos, como os “arrombados”. A degradação moral do ser humano chegou a um limite tal que só restou serem destruídos por fogo e enxofre. Grande parte do que sobrou é o que hoje conhece-se como Mar Morto.
Tais quais essas gerações de perdidos, os contemporâneos de Noé tiveram o mesmo fim. Mesmo alertados pela pregação do patriarca por mais de 100 anos, preferiram zombar do Deus Todo-Poderoso. O Senhor Jesus Cristo comparou o tempo atual com aquela época.
“Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem”, Mateus 24.37-39
O Caminho da Vida
Mas há um caminho melhor por meio de uma atitude sábia e que vai contra o egoísmo e desejo de agradar a si mesmo.A cidade de Nínive teve seu fim anotado na agenda de Deus, semelhante a Sodoma, Gomorra, bem como os contemporâneos de Noé. Antes, porém, o Senhor mandou um profeta para dar a última chance: se deixassem o seu mau caminho a sentença seria revertida:
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”, Isaías 55.6,7
Felizmente, a sociedade de Nínive se arrependeu e foi salva. Isso significa que podemos prosseguir na morte em vida. Podemos fazer o que manda o nosso nariz, achando que temos o direito de nos autodestruir no pecado. Mas também podemos cair de joelhos ao reconhecer nossa miséria e clamarmos a Deus que nos salve de nós mesmos e nossos maus desejos. Podemos nos arrepender dos nossos pecados e receber uma nova vida, paz, alegria real e um sentido para viver.
José San Martín Caminã Neto
"Dedico a Deus o que escrevi"
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