_José_San_Martín_Caminã_Neto_
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” Mateus 24.12
“O pecado andará solto por toda parte e esfriará o amor de muitos”, idem, Bíblia Viva
“Um abismo chama outro” (Salmos 42.7), “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” são verdades perfeitamente aplicáveis ao que a mídia ímpia vem fazendo em prol da destruição da família. A glorificação da prostituição, da rebeldia, da mentira e corrupção em novelas, filmes, músicas, programas de auditório, internet e nos chamados “reality shows” chegou a tal ponto que a própria sociedade passou a protestar contra tais abusos. Padres em recente encontro da CNBB advertiram as autoridades quanto à degradação humana nos “Big Brothers”. A rádio Jovem Pan falou de “libertinagem que agride a família brasileira”. O advogado pós-graduado em Harvard, Leandro Vieira, disse sobre novelas em texto no portal Administradores: “...é a receita para o fracasso de uma sociedade que tem (ou já teve?) na família o seu mais firme alicerce”. O cantor americano Ray Cyrus, pai da atriz Miley Cyrus, filmada fumando droga, desabafou: “Esse maldito programa [Hannah Montana] destruiu a minha família”. Mesmo o autor de novelas Silvio Abreu se disse assustado com os rumos de sua platéia, ao declarar à Veja que a moral do país está torta (ele se baseou em resultados de pesquisas da Rede Globo com telespectadores noveleiros, sobre o que gostariam de ver nos folhetins deseducadores).
São pedras clamando diante de uma geração que será julgada com mais rigor que Sodoma e Gomorra (Mateus 10.15 e 11.22). Na verdade, Satanás, o Adversário de Deus, sempre buscou a destruição da família, especialmente a cristã. Por uma razão simples: Somente na família podem ser encontrados moral, bons costumes, pudor, respeito, disciplina, amor, entre outras virtudes essenciais à saúde física, mental e espiritual de uma sociedade. O desmantelamento da instituição familiar significa igualmente problemas na escola, na igreja e, enfim, em toda uma coletividade. Sem escrúpulos, aqueles que faturam milhares de dólares com a oferta de sexo, drogas, rock'n roll, novos padrões de conduta e o incentivo ao consumismo de superfluidades — maçantes na programação desvirtuada — são os únicos a não se incomodar com a tragédia. “Somos laicos, estamos apenas mostrando o que ocorre no cotidiano”, se defendem, como se no dia a dia só houvesse maus exemplos.
Pesquisas demonstram a malignidade da estratégia
Contra fatos não há argumentos. Essa alegação de uma das redes, de que “é uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos” é frágil. Confunde a reprovação à imoralidade com religião, como se isso afetasse só religiosos. Tentam se esquivar jogando a culpa nos pais, mas não se esforçam para produzir educação com a mesma qualidade dos programas reprováveis. Por certo não têm nada a dizer sobe um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que apontou “ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Foram cruzadas informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo — cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90”.
Segundo os autores do estudo, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível” nas cidades do país. Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local. Esse esfacelamento da célula-mãe, como denunciam há tempos educadores, religiosos ou não, acontece sob os auspícios e omissão das autoridades constituídas, covardes em classificar — e censurar mesmo, pois é questão de vida e morte! — a devassidão dissimulada como "reflexo social".
Há um ano, o líder político inglês David Cameron disse não gostar que sua filha de 6 anos escutasse músicas da cantora Lily Allen devido ao “conteúdo sexual” de suas letras. Por certo, ele nem sabia da pesquisa da Universidade de Pittsburgh que concluiu: “A exposição de adolescentes a letras de músicas com conteúdo sexual é associada a altos níveis de comportamento sexual. Isso prova que essa área precisa de intervenção, para a saúde dos jovens”. Mas qual autoridade vai atender a mais este apelo em favor da família?
Mulher como objeto descartável
Nessa linha, um estudo divulgado no dia 25 de fevereiro de 2010 afirma que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como mero objeto de desejo e alvo de violência doméstica. O relatório Sexualização dos Jovens, da psicóloga Linda Papadopoulos, encomendado pelo governo britânico, diz que os jovens estão cada vez mais expostos a conteúdo relacionado à sexualidade por meio de revistas, televisão, internet e aparelhos de celular, sem que os pais consigam controlar isso.
O relatório inglês aponta que, desde 2004, a exibição na TV de cenas de violência contra a mulher cresceu 120%, enquanto as de agressão contra adolescentes aumentou 400%. Cita ainda que uma em cada três garotas britânicas entre 13 e 17 anos já teve de fazer sexo contra a sua vontade, enquanto 25% delas já sofreram algum tipo de violência física. Como um grito inaudível, o estudo pede “que os pais acompanhem mais de perto como seus filhos usam a internet e seus celulares e que o Estado tome medidas para coibir a banalização da sexualidade”. Será que o Estado tomou as "medidas para coibir" e os pais acompanharam "mais de perto" suas crianças e adolescentes?
Conseqüências imensuráveis
“A fidelidade morreu. Em cena de café da manhã, a filha sai do quarto com o namorado e se assenta à mesa, na mais absoluta naturalidade. Ali, na outra cena, amigas planejam outro lance de traição e torpeza”, cita um dos trechos do editorial da Rádio Jovem Pan. “... É uma novela onde praticamente todos os personagens enganam uns aos outros. O marido trai a esposa com a prima dela, a esposa trai o marido com o cara da academia, o outro troca a companheira de uma vida inteira por uma modelo 30 anos mais jovem, que agora já vive um affair com o sujeito que conheceu no meio do deserto (que corre o risco de ser filho de seu próprio marido)”, reforça o advogado Leandro Vieira sobre a novela Viver a vida.
Certamente as mazelas sociais têm múltiplas causas e responsabilidades. Quem deve ser culpado pelo aumento do divórcio, pelos milhares de bebês assassinados ainda no útero ou depois de nascidos? Ou jogados no lixo ou no esgoto? Quem deveria responder pelos casos de bebês, crianças, adolescentes violentados por adultos e, ultimamente, abusados até por adolescentes? Nem falemos da recente pesquisa do Ministério da Justiça sobre 40 jovens assassinados em cada 100 homicídios... É notório a qualquer leigo que entre outros fatores desencadeadores da promiscuidade infanto-juvenil está, sem dúvida, a erotização precoce promovida pela mídia pornográfica. Um mundo onde não há espaço para Deus e seus preceitos mantenedores da harmonia ente pais e filhos.
Desamor, pecado por toda parte e Juízo
A mídia ímpia nunca produzirá atrações que levem as pessoas a se aproximar de Deus. Nunca retratarão famílias cristãs felizes e harmônicas porque isso significaria a sua autoreprovação. Seu objetivo claro, ancorado na desculpa de "laicismo" amoral, é promover a ridicularização de tudo que envolva a religião cristã, família e fidelidade conjugal, respeito entre as pessoas e assim por diante. Num sistema mundano chefiado por Satanás jamais haverá espaço para a Verdade divina e suas regras morais, incômodas à busca do prazer pelo prazer, seja no sexo bestial-banalizado, drogas ou riquezas idolatradas. E, apesar do quadro já literalmente negro, o pior está por vir aos adeptos da impiedade, sejam seus promotores ou consumidores.
O Mistério da Maldade já está agindo, mas o que está para acontecer acontecerá somente depois que for afastado aquele que não deixa que isso aconteça. Então o Perverso [o Anticristo] aparecerá, e o Senhor Jesus, quando vier, o matará com um sopro e o destruirá com a sua gloriosa presença. E enganará com todo tipo de maldade os que vão ser destruídos. Eles vão ser destruídos porque não aceitaram nem amaram a verdade que os poderia salvar, 2 Tessalonicenses 2.7,8,10 BLH
Num tempo em que se alardeiam direitos humanos para tudo e todos, quase nenhuma voz se levanta nos parlamentos e nos governos para defender os direitos da família criada por Deus: um homem e uma mulher fiéis um ao outro, zelando dos filhos com amor, disciplina e conduzindo-os no Caminho da Verdade, a uma vida plena, a serem úteis à sociedade. Mas a sentença já foi dada.
Porque todas estas coisas mundanas, estes maus desejos — a loucura pelo sexo, a ambição de comprar tudo o que atrai vocês e o orgulho que resulta da riqueza e do prestígio — não provêm de Deus, e sim do próprio mundo pecaminoso. E este mundo está perecendo, e estas coisas más e proibidas perecerão com ele, mas todo aquele que perseverar em fazer a vontade de Deus, viverá para sempre, 1 João 2.16 BV.
José San Martín Caminã Neto
"Dedico a Deus o que escrevi"
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