_José_San_Martín_A carência de lideranças que resolvam tudo e especialmente atendam aos caprichos da sociedade anda tão grande que o mestiço Barack Hussein Obama, de senador pós-graduado em Direito por Harvard virou o super-herói. Mas o sujeito nem assentou o traseiro na cadeira do presidente George Walker Bush e já é alvo de ameaças verbais da Al-Qaeda, do Irã e outros que nutrem antipatia aos EUA. Além do que, já descumpriu promessa de não nomear gente ligada ao mercado, mostrando de onde vieram os milhões de dólares de sua campanha vitoriosa. Lembra um pouquinho o Collor, comprado à época por 35 milhões de brasileiros enjoados de Covas, Brizola, Ulisses, Maluf. Assim como os milhões de eleitores de Lula enjoados de FHC, Serra, Malan, Sérgio Motta... Na terra do Tio Sam, parecem ter enjoado de Bush pai, Bush filho, e da branquelaiada dominante.
A onda a favor de Obama é tão forte que ninguém parece se incomodar com nomeações. Os defensores dos direitos humanos esperam a desativação de Guantánamo, como se os americanos nunca mais precisassem tirar confissões de terroristas sob tortura. Os defensores da camada de ozônio esperam que os EUA assinem o protocolo de Kioto, como se de uma hora para outra reduzissem o tamanho de seus carros e o consumo de combustível. Outros esperam que todos os soldados do país saiam do Iraque, como se o principal motivo da invasão, o petróleo, começasse a jorrar amanhã em solo americano. Muitos crêem que ele reduzirá o aquecimento global, o desmatamento. Até Pamela Anderson teve peito para pedir que Obama ajude a castrar os pedófilos e libere a maconha.
[Como bem disse o pastor e blogueiro João Cruzué: “Não é o Obama que anda dizendo que vai resolver tudo. As pessoas, e principalmente a imprensa é que o está transformando numa espécie de pedra filosofal que resolve todo tipo de problema”.]
Todas essas e outras demandas são interessantes, mas não tenho dúvida de que as maiores expectativas em relação à Obama sejam as questões morais. Na opinião do anticristão André Petry, da Veja, a vitória de Obama é o “fim da moral que mata”. E, com certeza, inimigos da fé cristã, descendentes de macaco, como Petry, vão tentar fazer com que a vitória de Obama, ainda que improvável, seja transformada na festa da libertinagem. Sim, para que regras morais num mundo surgido do acaso?
Neste caso, numa notícia recente um repórter de agência internacional, deixou a objetividade de lado e opinou que o “obscurantismo religioso” é entrave para o progresso científico. Obama, como símbolo de um neo-renascimento, na perspectiva dos homens liberais de ciência seria a porta aberta aos avanços travados por um Bush fundamentalista cristão. Estão eufóricos com a possibilidade de liberação de dinheiro público para que possam brincar de deus com suas clonagens em busca de “curas a doenças incuráveis”, ainda que para isso tenham de matar outras vidas inocentes.
Os homossexuais vêem no novo presidente uma espécie de “colega de minoria” [apesar dos negros serem maioria nos EUA] e têm grandes esperanças de que ele se compadeça de sua situação e apóie o famigerado “casamento” de homem com homem e mulher com mulher. Desacostumados com a democracia, quando esta contraria sua inflamação sensual, os homossexuais foram às ruas da Califórnia protestar contra o democrático “não” que a união gay recebeu nas urnas. “Podemos com Obama”, dizia uma faixa durante os protestos. “Podemos” o quê? Eliminar a opinião dos que não concordam com eles? Fazer o Obama se esquecer dos seus eleitores que não querem a aprovação de tal medida nos EUA?
São perspectivas alvissareiras para a sociedade decadente, indiferente e rebelde contra Deus. É mais uma esperança fajuta colocada num mortal e falível travestido de salvador das consciências incomodadas ou cauterizadas. Esperança de que suas ilusões em matar Deus ou torná-lO um mito ridículo seja, enfim, satisfeita. É, na verdade, o sonho frágil, mas persistente desde Adão, dos antediluvianos, de Babel, de Sodoma e Gomorra, dos ateus, dos agnósticos, existencialistas, positivistas, behavioristas, freudianos, esotéricos, hedonistas, etc., etc.
Mas Ele está vivo e intervindo na História. Ele contempla os ímpios e tem dó deles, porque são transitórios, como Nietzsche, Voltaire, Dawkins, etc. Nenhum salvador de pátria fabricado pelo ser humano vai substituir o único e suficiente Salvador do mundo decadente. Depois da decepção com Obama vão clamar por um novo líder, depois outro, e mais outro até chegar ao Anticristo profetizado no Apocalipse de São João. Um homem que aparentemente “resolverá” a questão da fome, da economia, do corrupção e outros problemas globais. Por rejeitar a Cristo vão cair na furada e descobrirão tarde que foram enganados.
"O Senhor diz: Maldito é o homem que confia nas suas próprias forças e na capacidade humana, afastando o seu coração do Senhor. 6 Ele será sempre como uma pequena árvore seca no meio do deserto. A sua vida será como o sertão de Judá, seco e salgado, uma terra onde ninguém é capaz de viver. A verdadeira felicidade passa sempre muito longe dele! 7 Mas o homem que confia no Senhor, que colocou no Senhor toda a sua esperança, esse sim é muito feliz! A sua vida é cheia de bênçãos. 8 Ele é como uma árvore plantada à beira de um rio; as suas raízes entram profundamente na terra, em direção à água. Por isso, ele não se incomoda com o calor, e suas folhas continuam verdes; mesmo no tempo da seca, ele não deixa de produzir belos frutos", Jeremias 17.5-8, Bíblia Viva
José San Martín
'Consagro a Deus o que escrevi'
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