domingo, 24 de agosto de 2008

Nudez que mostra

_José_San_Martín_

As fotos das multidões de gente nua pelo mundo afora do fotógrafo nova-iorquino Spencer Tunick serve pelo menos para algumas constatações importantes. O corpo humano real raramente tem algo a ver com a beleza plastificada na mídia. Ser feliz no casamento até que a morte separe não depende de união de corpões sarados. É bom saber que as fotografias de Tunick são o contraponto ao culto ao corpo dos estúdios de propaganda e marketing de cerveja, carros, das academias de ginástica, das reportagens me engana-que-eu-gosto sobre a velharada que insiste em se manter jovem ainda que esticados a base de lipo, plásticas, silicone, botox, cremes e mais cremes.

"A erva seca, e as flores caem quando o sopro do Senhor passa por elas. De fato, o povo é como a erva", Isaías 40.7

Não há nada errado com Lula, Marisa, Hebe, Suzana Vieira, Chico Cuoco, Luís Fernando Guimarães, etc., etc., e o desejo de lutar contra o afrouxamento iminente via lei da entropia. É um direito de quem tem dinheiro para aplicar na autoconservação da carcaça. O problema é que não terão destino diferente da centenária Dercy morta aos 101, Dorival Caymi, Paulo Autran ou Roberto Marinho. O problema é que não estão tão preocupados com o além-túmulo quando deparar-se-ão com uma eternidade sem Deus. Deveriam parar para olhar as imagens de Tunik e fixar os olhos na celulite, nos troncos curvados, nas barrigas insaráveis, nas papadas, nas calvas brilhantes, nas nádegas, seios e outras partes caídas dos exibicionistas em grupo.

Fora essa constatação do corpo nu e cru, a “arte” de Tunick se presta a quê? Sem saber, pelo menos ele contribui para a desmistificação da mentira semeada pela indústria do entretenimento recheada de estimulantes à libido, à perversão, à psicose, à mania, à transgressão, à banalização do templo do Espírito Santo.

Tunick se surpreendeu com a espontaneidade das 1,2 mil pessoas que compareceram para a sessão de fotos em São Paulo. Um número generoso em relação a peladões de outros países. E não é para menos já que mulatas e morenas seminuas simbolizam turismo no Brasil.

Depois fica-se a perguntar por que o mundo vai de mal a pior. Por que a vida não faz sentido. Simples: Ignora-se os Preceitos divinos e propósito elevado do corpo.

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?", 1 Coríntios 6.19

O que tem a ver protesto contra touradas com os ditos protestantes nus na Espanha? Que relação existe entre corrupção e um monte estudantes pelados nas Filipinas? Como entender uma loja de sabonetes com os traseiros das atendentes à mostra na Alemanha? A que se presta a atriz com terço católico na mão nas páginas da Playboy? O que protesto contra uso de peles de animais tem a ver com gente nua? Qual lógica em se fretar um avião para ir a um congresso de naturismo todo mundo nu, mas vestidos no embarque e desembarque? O que significa a multidão de “modelos” peladões em espaços públicos?

Uma dica vem justamente de um especialista em nudez, sexo implícito e erotismo na telinha há 30 anos, o autor de novelas globais Silvio Abreu. Em 2006, ele disse em entrevista à revista Veja que a “moral está torta”. E pensar que ele contribuiu bastante para entortá-la... “As pessoas se mostraram muito mais interessadas nos personagens negativos que nos moralmente corretos. Isso para mim foi uma completa surpresa”, disse Abreu sobre pesquisa da Globo com espectadoras de seus folhetins.

O repórter pós-moderno não acreditando no que ouvia reiterou. “Será que [a moral] está [mesmo torta]? Os 1.200 peladões de Tunick não deixam dúvidas. Igualmente as paradas gays. As centenas de CPIs de corrupção em Brasília. As inumeráveis operações da Policia Federal. O contrato de namoro. O casamento banalizado. A família atacada. A devassidão legalizada. Os jovens amantes vivendo em prostituição, sob o nariz dos pais, em casa. O troca-troca de corpos famosos na fila que não pára (a ponto de Luana e Dado voltarem a se encontrar e ficar – outra vez na vidinha sem futuro...), as estrelas e anônimos drogados.

O ser humano perdeu a glória de Deus na Queda, no Éden. Zomba de Deus expondo a intimidade que deve ser desfrutada tão-somente num relacionamento sadio no casamento. As fantasias sexuais que produzem a erotização precoce de crianças e adolescentes são mesmo apenas fantasias para desvirtuar o desígnio especial de Deus para o sexo. As imagens produzidas em sets ou captadas por “Tunicks” mundo afora não deixam dúvidas desse fato.

“Porque todas estas coisas mundanas, estes maus desejos — a loucura pelo sexo, ambição de comprar tudo que atrai vocês e o orgulho que resulta da riqueza e do prestígio — não provêm de Deus, e sim do próprio mundo pecaminoso. E este mundo está perecendo, e estas coisas más e proibidas perecerão com ele, mas todo aquele que faz a vontade de Deus, viverá para sempre”, 1 João 2.16,17, Bíblia Viva

A rebeldia aos princípios divinos não fica sem conseqüências, como o vazio existencial, a traição mútua, as frustrações dos relacionamentos alicerçados em Eros. Apesar dos olhares altivos de desprezo a Deus e suas verdades, o mundo imoral está perecendo. Quanto mais a fila anda, mais vazio a cada cópula mecânica confundida com amor. Semelhantemente, quanto mais se rouba dinheiro público e privado mais ambição, câncer, infartos, algemas, culpa e uma terrível expectativa de juízo.

"Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá. Se plantar no terreno da sua natureza humana, desse terreno colherá a morte. Porém, se plantar no terreno do Espírito de Deus, desse terreno colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita", Gálatas 6.7-9

José San Martín
'Consagro a Deus o que escrevi'


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