terça-feira, 22 de julho de 2008

Troca-troca de “partidos”

_José_San_Martín_

A libertinagem ou devassidão chegou a um nível tão descarado na sociedade que alguém acostumado a noticiar troca-trocas de corpos famosos teve de buscar uma explicação num “especialista” em comportamento do ser humano decadente. Mesmo não acreditando no que lia, ri um bocado ao me deparar com a manchete:

Famosos mudam de parceiros como trocam de roupa

He! He! He! Até que enfim alguém teve coragem de notar alguma anormalidade da promiscuidade. Alguém se incomodou com a orgia inominável nas periferias e mais descaradamente nos “astros” da mídia. É incrível, mas não é o Bento XVI ou um pastor carola que levanta a questão neste século 21, no mês de julho. He! He! He!

Os entendidos pós-modernos que colocam o Cristianismo na categoria de “crença” e “trevas” não têm resposta para sua própria degeneração física, moral, espiritual. Falta justamente a “crença”, o Deus da Verdade Absoluta e impensável ao homem moderno. Falta a observação da “lenda” bíblica. Avisa a Amy Winehouse, a Britney, o Fábio Assunção, a Kate Moss, o Ronaldo que há saída em Jesus Cristo!

Se a regra da cassação de mandatos por prostituição partidária fosse aplicada ao troca-troca de corpos anônimos ou famosos teríamos uma situação interessante na sociedade. Na verdade, antes do Tribunal Superior Eleitoral definir que político não pode ser infiel ao seu partido, Deus já havia determinado que um casal não pode — simplesmente porque um “enjoou” da cara do outro — descartar-se mutuamente e casar-se outra vez.

Divórcio, a não ser por adultério, é o mesmo que iniciar uma vida de prostituição com a primeira, segunda, terceira pessoa com quem se ajuntar. Se bem que sempre haverá a possibilidade do perdão por parte do traído, o que poderá manter o pacto nupcial.

E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem. Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério”, Marcos 10.2-12

São verdades “arcaicas” e impraticáveis à sociedade “moderna”, mas infelizmente continuam em perfeito vigor desde que Deus as estabelecera, aceitem os pós-modernos ou não.

O junta-desajunta, copula-descarta o objeto de prazer, ou o viver maritalmente no quarto do namorado/namorada não fica sem conseqüências. Drogas, suicídios, traumas, desilusão, autocomiseração, solidão, sensação de infelicidade permanente, depressão, vazio e mais vazio...

Mesmo as épocas em que um homem podia ter mais de uma mulher sempre foram marcadas por tragédias ou desagregação familiar, ainda que fosse um costume tolerado. Entre o povo de Israel, ontem, e em meio à sociedade de hoje, temos a decadência de reis e pessoas comuns.

O primeiro casamento se deu entre um homem e uma mulher. A impossibilidade de satisfazer mais de um cônjuge cai na a mesma verdade que afirma ser impossível ao adorador servir a dois senhores ou dois deuses.

A insatisfação humana no troca-troca de “corpos descartáveis” desnuda o vazio imprevisto pela rotulação da Verdade Divina na mera categoria dos “valores pessoais” e nunca “ciência”. Que “fato” triste é para os matadores de Deus e da religião ter de encarar a realidade de suas vidas se sentido...

"Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro", Mateus 6.24

Isso significa que os maiores “galinhas” (prostitutos de “fato”) não passam de gente infeliz tentando tapar um buraco, que só vai se alargando cada dia mais, por meio de cópulas que imaginam ser ato de amor ou romance. Relação sexual não é só união de corpos, mas de almas. Fico imaginando em que labirinto estão milhões de amantes perdidos em suas existências supérfluas...

A propósito, o especialista consultado pelo intrigado jornalista de celebridades não faz nenhum alerta ou desaprovação ao comportamento promíscuo dos anônimos e famosos do troca-troca. Para o expert trata-se de algo “normal” e “comum”. Será? Talvez sim, se nivelarmos recicladores de fluidos aos animais irracionais num cio permanente. Mas até isso o “Manual da crença atrasada” já previa, muito tempo antes da transgressão se tornar obsessão legal.

“Eles dizem que são sábios, mas são tolos. Em vez de adorarem ao Deus imortal, adoram ídolos que se parecem com seres humanos, ou com pássaros, ou com animais de quatro patas, ou com animais que se arrastam pelo chão”, Romanos 1.22,23

A solução para tantos quantos quiserem viver a Vida Abundante é reconhecer sua condição de miséria física, moral e espiritual e atender ao convite do Mestre.

“Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso!” [Jesus Cristo], Mateus 11.28

José San Martín
'Consagro a Deus o que escrevi'


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