Qual a última vez que fizemos uma refeição em família? Domingo ou sábado? No feriado? Pesquisas científicas de universidades renomadas nos EUA e Grã-Bretanha comprovam, mais uma vez, que a família, é fundamental à saúde física, mental e espiritual. Pesquisadores comprovaram que a comunhão familiar durante as refeições protege os filhos do fumo, álcool e drogas no futuro. Estamos falando de observações empíricas de profissionais “laicos” de países laicos. É importante frisar isso.Conforme a notícia, “o estudo, publicado há dois meses no Journal of Nutrition Education and Behavior, é a mais recente prova do poder da refeição feita em família. Enquanto muitos pais se preocupam com o que os filhos comem, ou seja, verduras e vegetais em vez de porcarias em geral, um grande volume de pesquisas sugere que a melhor estratégia para melhorar a alimentação da criança é simplesmente servir a comida e sentar para comer, com toda a família reunida.
A importância da refeição em família foi demonstrada, sobretudo em estudos realizados pelas Universidades de Minnesota, Harvard e Rutgers que analisaram os hábitos alimentares das famílias de cerca de 40 mil estudantes e adolescentes do ensino fundamental e médio. A pesquisa revelou que as pessoas que têm a rotina de fazer as refeições com os pais comem mais frutas, verduras e alimentos ricos em cálcio, ingerem mais vitaminas e nutrientes e consomem menos comidas de fast-food. Algumas pesquisas indicam que as crianças que costumam fazer as refeições com a família apresentam menos riscos de futuramente fumar e consumir drogas e bebidas alcoólicas.
No entanto, como acontece com todos os estudos que observam as pessoas ao longo do tempo, a grande pergunta é: a refeição em família realmente resulta em hábitos mais saudáveis? Será que as crianças de famílias mais felizes e mais atentas à saúde não teriam simplesmente mais inclinação a se sentar e participar da refeição com a família?
Os pesquisadores da Universidade de Minnesota buscaram responder a essa pergunta observando a ‘ligação familiar’, que basicamente avalia a saúde psicológica da família. As crianças de famílias bastante unidas demonstraram que ingerem alimentos mais saudáveis, têm notas mais altas e menor propensão a se tornarem fumantes ou usuários de drogas ou bebidas alcoólicas. No entanto, na pesquisa de Minnesota, o fato de a família ser unida ou problemática teve menor peso. A ênfase estava em analisar se a família costuma fazer as refeições unida ou não.
Um estudo, publicado no Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine em 2004, revelou que dentre as pessoas em ambientes de união familiar, as crianças que faziam sete ou mais refeições com a família por semana tinham muito menos probabilidade de vir a fumar, consumir álcool ou usar maconha do que as que o faziam apenas uma vez ou nenhuma”.
É lógico que há diversas outras particularidades nas pesquisas que poderiam ser destacadas, mas omitimos por razões de espaço.
O essencial é lembrar que a família — instituição criada por Deus, formada por homem, mulher e filhos gerados a partir dessa união —, é a instância especial de renovação das forças por meio do apoio mútuo. É a geradora dos bons hábitos e exemplos que levaremos até a velhice. É o local da promoção da moral e dos bons costumes.
Os ataques da mídia sobre a família não são gratuitos. A “ficação” de casais adolescentes, jovens e adultos irresponsáveis têm conseqüências amargas. A glorificação da traição conjugal em novelas e filmes tem um objetivo claro: desestabilizar a família. A banalização do casamento, a imposição abominável de “famílias homossexuais” como algo normal em muitos países não tem outro alvo senão a destruição da sociedade humana.
“Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou, dizendo: ‘Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão. Para vocês se alimentarem, eu lhes dou todas as plantas que produzem sementes e todas as árvores que dão frutas. E Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom”, Gênesis 1.27-29,31
A família instituição divina, como um jardim de saúde plena nunca se moldará ao protocolo abominável da agenda feminista, homossexual, libertina, moderna ou seja lá que nome dêem. Um homem e uma mulher ligados pelo amor podem produzir belos frutos. Podem propiciar um ambiente sadio ao desenvolvimento dos filhos que crescem no equilíbrio garantido pelo homem (pai) e pela mulher (mãe).
Quaisquer tentativas de se mudar essa instituição, ainda que impostas por Judiciários alinhados à tendência de uma sociedade decadente é uma violência inominável. Os dias são maus. A rebeldia em relação aos princípios bíblicos que sempre nortearam a paz e ordem social já podem ser vistos em qualquer lugar. Quanto mais o ser humano tenta seguir o seu próprio nariz para satisfazer seus desejos distorcidos mais perdido está.
A receita do sentido da vida, da alegria e da satisfação é a vida em família. A célula-mãe forte é garantia de sociedade forte. Se observamos o crescimento do caos social mundial isso é simplesmente fruto da dureza do coração humano em relação aos princípios divinos. O escritor de Salmos nos presenteou com uma bela poesia em louvor Deus e à família feliz:
Recompensa pela obediência a Deus
Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor,
e vive de acordo com a sua vontade!
Se você for assim,
ganhará o suficiente para viver,
será feliz, e tudo dará certo
para você.
Em casa, a sua mulher será
como uma parreira
que dá muita uva;
e, em volta da mesa, os seus filhos
serão como oliveiras novas.
Quem teme ao Senhor
certamente será abençoado assim.
Que, lá do monte Sião,
o Senhor o abençoe!
Que, em todos os dias da sua vida,
você veja o progresso de Jerusalém!
E que você viva para ver
os seus netos!
Que a paz esteja com o povo de Israel!”, Salmos 128
José San Martín
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